Para pais e professores de escola biblica infantil, temos algumas dicas legais e liçoes para a garotada aprender de forma divertida o evangelho de Jesus.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
JAMAIS ESQUECEREI
JAMAIS ESQUECEREI
Há muito tempo atrás (ou nem tanto), existia o castigo físico nas escolas. Ou seja, professores castigavam com palmatória, açoites, ou qualquer outro castigo físico àquelas crianças que desobedeciam ordens ou tinham um mal comportamento em sala de aula ou durante o recreio.
Ainda que isso fosse terrível, também deu lugar a histórias apaixonantes como a que vou contar para vocês.
Uma escola Impossível de se dar aula
Num pais distante do nosso, existia uma escolinha rural no meio das desérticas montanhas. Era um pequeno vilarejo de agricultores e criadores de gado. Nesta escolinha havia um grave problema. Nenhum professor durava ali mais de um mês. Mas não era por causa do clima, nem das distancias, nem pelo salário (que era muito bom); Qual seria a razão que impedia os professores de permanecer naquela escola? O que vocês acham?
Mas num belo dia, depois de ter ido embora o ultimo professor, chegou um novo professor. Digamos que era o quinto novo professor do ano! Era muito jovem. O pátio da escolinha estava cheio de meninos e meninas de diferentes idades que chegavam dos assentamentos e campos vizinhos à escola.
FIGURA 1
Quando os meninos enxergaram o professor começaram a rir entre eles e a cochichar.
- Heim, Rafa você viu o pintinho despenado que ta chegando na escola?
- Esse voa hoje mesmo! Gritou outro menino.
- Tranqüilos, rapazes- respondeu Rafael, que parecia ser o líder da turma – vamos dar um pouco de tempo pra ele. Se a gente faz ele voar logo de cara, não teremos com quem nos divertir. Kkkkkkkkkkkk
O jovem professor ouvia tudo desde a sala de aula. Por fim a campainha tocou marcando o inicio das aulas. Umas cinqüenta crianças se precipitaram dentro da sala, gritando e se empurrando agressivamente. Quando todos tomaram seus assentos o professor ficou de pé na frente da sala.
- Atenção! O primeiro sermão do professor! – disse Rafa, gritando para todo mundo ouvir.
As crianças riam ate não poder mais. Mas, para surpresa de todos, o professor não estava bravo, e com muita serenidade disse.
FIGURA 2
-Muitos pensam que esta escola vai fechar as suas portas. Mas nós conseguiremos que ela funcione muito bem. E para que uma escola funcione bem tem que ter
boas leis ou normas de comportamento. E para que sejam leis fáceis de serem respeitadas serão vocês mesmos que as colocarão. Sendo assim podem levantar a mão um a um e ditar as normas da escola…
A sala estava em completo silencio. A surpresa tinha paralisado os alunos.
FIGURA 3
Passaram alguns minutos no mais completo silencio, até que um corajoso aluno foi o primeiro a levantar a mão e disse:
- Não roubar, professor. Acho que essa deve ser a primeira lei.
- Muito bem! -disse o professor escrevendo no quadro. Alguém mais?
- Não brigar!
- Não falar palavrões!
A turma toda logo se animou e começaram a falar as leis um após o outro.
Terminada a lista no quadro Rafa ficou em pé e gritou:
- Professor, também temos de colocar os castigos para que as leis sejam obedecidas, senão ninguém respeitará as leis!
- Com certeza Rafael! –Respondeu o professor. – Que castigo você colocaria, por exemplo, no caso de que alguém quebre a lei de “NÃO ROUBAR”?
- Dez açoites de vara com as costas nuas, professor! – Disse Rafael rapidamente.
E assim foram estabelecidos os castigos para cada desobediência.
Para espanto de todos, a escola passou a semana sem nenhum problema. As crianças queriam obedecer as suas próprias leis. Além disso, sabiam que o castigo era certo e muito doloroso. Mas um dia, quando tocou a campainha para o recreio, Rafael se levantou para pegar o lanche que tinha deixado numa caixinha na carteira atrás dele. E qual a surpresa! O lanche não estava lá, algum colega tinha pegado.
FIGURA 4
O rosto de Rafa estava vermelho de raiva, ele apontava para a carteira e gritava com desaforo!
- Alguém roubou meu lanche! Alguém roubou meu almoço! Que a nossa lei o castigue, eu exijo que a nossa lei seja cumprida!
FIGURA 5
O professor com tristeza ficou de pé e disse:
- Parece que é a primeira lei quebrada. Que pena!
Logo olhando para a classe com pesar e com firmeza disse:
- Aquele que roubou o almoço de Rafael passe adiante e confesse!
Ouve um grande silencio! Ninguém pestanejava! Então o professor tomou a decisão de revistar todas as carteiras e pertences das crianças com o objetivo de achar o culpado.
Quando chegou perto da carteira de Jaime, este se jogou encima dela e dos seus objetos gritando:
- Não, não, nas minhas coisas não!
FIGURA 6
- Levante-se Jaime! – Ordenou seriamente o professor.
Então revistou os pertences de Jaime e encontrou a caixa do lanche de Rafael. Mas a caixinha já estava vazia.
- Porque você fez isso, filho? – Perguntou o professor.
O menino chorando aos prantos respondeu:
- Eu estava com fome professor… meu pai esta embriagado a muitos dias. E hoje minha mãe não tinha nada para nos dar a comer.
- Porque você não me disse isso antes! Eu teria compartilhado o meu almoço com você! Mas agora é tarde demais! Você roubou e o castigo pela lei quebrada deve ser efetuado!
Venha para frente e tire sua camisa.
Jaime passou para frente chorando desesperado e suplicando dizia:
- Professor, não me faça tirar a camisa, por favor. Posso apanhar com a camisa? Por favor…
- Sinto muito. É parte do castigo! – disse o professor com o coração partido!
Toda a sala estava muda e alguns já estavam com os olhos cheios de lágrimas.
Jaime tirou a camise e…
FIGURA 7
Para espanto de todos, Jaime tinha o corpo coberto de feridas e hematomas, algumas cicatrizes eram antigas e outras pareciam muito recentes… além disso Jaime estava magérrimo! Dava até pra enxergar todos os seus ossinhos.
_O que é isto no seu corpo Jaime? Perguntou o professor completamente abalado.
-É que o meu pai quando chega bêbado em casa fica violento com a gente, e bate na gente! –respondeu Jaime entre soluços e pranto.
Todos estavam chorando agora! A sala inteira sentia muita misericórdia e compaixão pelo coleguinha.
O professor, então, com firmeza e os olhos cheio de lágrimas, pegou a vara, levantou a mão pra começar a aplicar o castigo pela lei quebrada quando…
FIGURA 8
Do fundo da sala se ouviu uma voz visivelmente quebrantada.
- Castigue-me a mim professor! Eu quero apanhar no lugar do Jaime! Eu pagarei pelo pecado do Jaime! Por favor, professor!
O durão do Rafa correu chorando para frente da sala e já foi abraçando o pequeno Jaime.
-Eu pagarei por você amiguinho, eu pagarei!
Então tirou a camisa e colocou as costas nuas para o professor aplicar o castigo pela lei quebrada.
Comovido, mas com firmeza o professor pegou a vara e cumpriu a lei da sala. Contou dez varadas sobre as costas de Rafa.
Rafael suportou sem nenhuma queixa, nem grito. E quando terminou o castigo em meio a um grande silencio, colocou a camiseta e voltou para sua carteira.
O professor tentava dar aula, mas era muito difícil.
FIGURA 9
Então se ouviu uma lamentação. Jaime se levantou e correu para a carteira de Rafael e o abraçou chorando.
-Jamais esquecerei o que você fez por mim! Você pagou pelo meu castigo! Você tomou meu lugar! Ninguém nunca fez algo assim por mim! Eu serei o seu amigo para sempre!
O professor pegou um livro enorme e muito bonito e disse comovido:
- Crianças eu quero contar uma historia real de alguém que fez por nos o mesmo que Rafael fez por Jaime. Alguém que tomou o nosso lugar, alguém que pagou o nosso castigo, mas ele não somente apanhou por nós! Ele deu a sua vida, derramou o seu sangue para que nós pudéssemos ter a vida eterna, para sermos curados e vivermos em liberdade. Esta pessoa é Jesus, o filho de Deus.
Então leu na Bíblia o relato Isaías 53:5 e outros textos que falam da morte de Jesus por nós. Depois perguntou para a sala quem queria entregar a sua vida ao Senhor Jesus. E a sala inteirinha levantou a mão, todos queriam esse Deus tão misericordioso que pagou o castigo em nosso lugar.
E você amiguinho, quer entregar a sua vida ao Senhor Jesus hoje?
MINISTERIO INFANTIL FONTE ETERNA
A FAMILIA GARRAFA
A FAMÍLIA GARRRAFA
Flávia Brasil Esteves
Apresentação:
Arranje cinco garrafas de tamanhos diferentes, preferivelmente de vidro transparente, procurando aproximar os tipos de garrafas com os membros da “família”. Leia a estória antes de caracterizar os “personagens”.
1. Papai Garrafa
Arranje uma garrafa de boa altura, fina, em cujo gargalo se colocará uma moeda ou nota meio enrolada.
2. Mamãe Garrafa
Pode ser bojuda, não muito alta, podendo ter como tampa uma panela de brinquedo ou qualquer outro objeto doméstico.
3. Florinda Garrafa
Será ideal ser representada por uma garrafa de vidro trabalhado, não muito alta, sendo colocada no alto uma flor ou um ramalhete de flores.
4. Rosa Garrafinha
De pouca altura e pequeno diâmetro, lembrando uma “menina”. Como tampa, poderá servir um carretel (ou retrós) de da linha.
5. Zezé Garrafa Bolão
Deve ser de pouca altura, tendo como “cabeça” uma bola de plástico ou borracha.
As garrafas devem estar vazias; uma boa quantidade d’água deve estar à disposição do narrador, que deverá usa-la para encher as garrafas no momento propício.
Começa-se então, a estória, apresentando-se cada membro da família Garrafa.
Lição
Aqui está Papai Garrafa, alto, magro, sempre preocupado com os negócios. Trabalha muito – de manhã à noite – e se preocupa só em ganhar dinheiro. Os propósitos da sua vida estão resumidos em dinheiro. Podemos vê-lo ao chegar em casa à noite, cansado e nervoso. Já vem gritando com todos, sem pensar que mamãe Garrafa e os filhos também tiveram os seus afazeres e contrariedades. Negócios, dinheiro – dinheiro, negócios – esta é a única preocupação de papai Garrafa.
Olhemos agora para Mamãe Garrafa. Que vida atarefada! Cuida dos filhos, cozinha, varre e limpa a casa; não tem o mínimo de sossego durante o dia; sua maior preocupação é manter tudo na maior ordem e o mais perfeito possível; e por isso mesmo vive correndo de lá para cá; sua vida é uma roda-viva entre as coisas materiais.
E aqui está sua filha mais velha – Florinda Garrafa. É mocinha já. Os seus pensamentos são leves como uma pluma e está sempre com roupas bonitas e enfeites atraentes. Com isto a sua cabecinha está cheia, não dando lugar a estudos e coisas mais sérias. Sonha bastante, lê romance, assiste novelas, e então dá asas a sua imaginação. Não tem senso de responsabilidade; por exemplo, não sente que Mamãe Garrafa talvez esteja cansada e precisa de alguma ajuda. Florida não pode estragar o seu penteado, suas unhas, sua “toilette”.
E aqui está Rosa Garrafinha, menina de dez anos. É meiga, boazinha, estudiosa, alcançando sempre boas notas na escola. Gosta de costurar para suas “filhas” – as bonecas, e assim vive despreocupada com outros assuntos. É quieta e procura não atrapalhar os outros, mas pensa só em si, esquecendo-se que já é grande e pode ser de muito auxílio para o próximo.
Por último vem Zezé Garrafa Bolão. É um menino de sete para oito anos. É o valentão do lugar. Comanda todos os garotos, e muitas janelas já foram quebradas por causa da sua mania por futebol. Não tem consideração pelas coisas de casa, não procura poupara a Mamãe com todo o seu serviço. Geralmente está com a camisa suja ou rasgada, os sapatos cheios de lama, os cabelos em desalinho.
Toda a vizinhança conhece a família Garrafa tal qual a temos descrito. Um certo dia, porém, algo aconteceu para que tudo se transformasse. Uma pequena influiu para que todos os membros da família se tornasse completamente diferentes. Veja o que aconteceu:
Convidada por uma amiguinha, Rosa Garrafinha foi a uma aula bíblica. Lá teve a oportunidade de ouvir de Alguém chamado Jesus Cristo. Ouviu que Ele é o Filho de Deus, deixou Seu lar no Céu e veio aqui à terra para encher vidas vazias com a Água da Vida. Todos os corações, de crianças e adultos, são secos e sedentos por causa do pecado. Mas Jesus levou nossos pecados sobre si na cruz, tomando o castigo que merecíamos. Morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou e está vivo, no Céu. Por isso, Ele agora pode nos oferecer de graça esta água preciosa. – Rosinha pensou: “É justamente isso que eu preciso!” Com um coração sincero e humilde voltou-se para Cristo, o Salvador (vá despejando água na garrafinha), e sua vida foi transformada... em um instantinho! De vazia, sem vida, Rosa Garrafinha sentiu a Graça de Deus enchendo a sua alma em toda a sua plenitude. A costura, seu egoísmo de fazer somente o que lhe agradava – tudo isso desapareceu; e o Mestre, amigo das crianças, encheu a sua vida.
Rosa Garrafinha voltou correndo para casa.
- Mamãe – disse com o rosto todo iluminado – adivinha só o que aconteceu comigo!
- Mamãe Garrafa preparava apressadamente o jantar e nem quis prestar atenção para o que sua filha lhe dizia. Rosa, porém, continuou a seu lado, contando-lhe com alegria transbordante o que lhe acontecera.
Mamãe sentou-se. Impressionada com o testemunho de Rosinha, ouviu atentamente todas as experiências que havia tido naquela tarde e, meditando sobre a sua própria vida, sentiu-se também só, sem alegrias e necessitada de Alguém que a amparasse e tomasse conta de todo o seu ser. Lembrou-se do tempo de criança e de como havia aprendido a louva-LO; agora ali estava, arrependida de ter vivido longe dos caminhos de Deus, sem vida e sem a Água essencial à alma. Mamãe Garrafa então orou com a filha, ali mesmo na cozinha (coloque água na mamãe enquanto apresenta). Dali a instantes, era outra a atmosfera daquele lar. Até as panelas pareciam cantar junto com Mamãe e Rosa Garrafinha.
Esta auxiliou a mãe no preparo do jantar e logo tudo estava pronto.
Sete horas da noite. Chega Papai Garrafa, cansado e nervoso, pronto a responder de mau humor a quem lhe dirigir a palavra. Mas... que diferença! A mesa posta, a cozinha arrumada, Rosa em um vestido limpo e bem penteada. Mamãe com um rosto alegre e bem arrumada:
- Pronto, papai, aqui estão os seus chinelos e o jornal da tarde – disse-lhe a menina com um sorriso que o desarmou completamente.
Logo depois chega Florinda Garrafa, no momento em que a família se dirigia para a sala de jantar. Estranhou o ambiente – a calma, o sorriso nos lábios de todos – porém nada disse. “Que teria acontecido?” Pensavam papai e Florinda, muito desconfiados. Já na hora da sobremesa, aparece o Zezé Garrafa Bolão fazendo barulho, falando alto, mas... ao avistar na sala os pais e irmãs tão diferentes, ficou desarmado para continuar com sua atitude costumeira. Foi bem depressa para o quarto, aprontou-se o mais rápido possível e desceu para jantar.
Acabada a refeição, Papai não agüentou mais de curiosidade e, juntamente com Florinda e Zezé, procurou saber o que havia sucedido.
Mamãe contou então sua experiência daquela tarde. Rosa narrou também tudo quanto havia se passado com ela. Papai, Florinda e Zezé prestavam tanta atenção que pareciam querer engolir as palavras que escutavam. Depois papai (vá despejando água no Papai) com toda seriedade expôs o desejo que surgira em seu coração de se voltar para Deus, deixa tudo quanto até aquele momento havia sido a coisa essencial de sua vida.
Florinda, também, com lágrimas nos olhos reconheceu ter sido superficial, egoísta, orgulhosa (Despeje água na Florinda). Agora queria ser diferente pela graça divina.
Zezé Garrafa Bolão ouviu tudo atentamente. Uma tremenda luta se travava no seu íntimo. Queria deixar Aquele Amigo e Salvador entrar em seu coração ( derramar devagar um pouco de água em cima da bola), e por outro lado, outra força procurava persuadi-lo a conservar tudo quanto mais estimava – os jogos, o futebol, a BOLA.
Papai se rendeu; Cristo saciou sua sede espiritual com Água da Vida. Florinda, resolvida a abandonar todas as coisas passadas Abreu seu coração para que o Salvador lhe desse também daquela Água. Por fim, Zezé Garrafa Bolão, com fé tão simples de uma criança, confessou sua firme decisão (retire a bola e despeje água em Zezé Bolão) de receber de igual modo a Água da Vida Eterna.
Cristo entrou naquele lar, e a noite foi memorável para toda a família Garrafa. Todos juntos se ajoelharam e oraram, e pela graça divina aquelas vidas foram plenamente cheias da Água cuja “Fonte salta para a Vida Eterna”.
Esta é apenas uma estória extraída da imaginação de um ser humano, mas a verdade nela revelada é a de que pelo poder de Cristo Jesus podemos saciar nossas almas sedentas, porque Ele afirma: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7.37b).
Professor:Aqui faça o apelo, de acordo com a orientação que lhe der o Espírito Santo, através da Palavra de Deus.
Flávia Brasil Esteves
Apresentação:
Arranje cinco garrafas de tamanhos diferentes, preferivelmente de vidro transparente, procurando aproximar os tipos de garrafas com os membros da “família”. Leia a estória antes de caracterizar os “personagens”.
1. Papai Garrafa
Arranje uma garrafa de boa altura, fina, em cujo gargalo se colocará uma moeda ou nota meio enrolada.
2. Mamãe Garrafa
Pode ser bojuda, não muito alta, podendo ter como tampa uma panela de brinquedo ou qualquer outro objeto doméstico.
3. Florinda Garrafa
Será ideal ser representada por uma garrafa de vidro trabalhado, não muito alta, sendo colocada no alto uma flor ou um ramalhete de flores.
4. Rosa Garrafinha
De pouca altura e pequeno diâmetro, lembrando uma “menina”. Como tampa, poderá servir um carretel (ou retrós) de da linha.
5. Zezé Garrafa Bolão
Deve ser de pouca altura, tendo como “cabeça” uma bola de plástico ou borracha.
As garrafas devem estar vazias; uma boa quantidade d’água deve estar à disposição do narrador, que deverá usa-la para encher as garrafas no momento propício.
Começa-se então, a estória, apresentando-se cada membro da família Garrafa.
Lição
Aqui está Papai Garrafa, alto, magro, sempre preocupado com os negócios. Trabalha muito – de manhã à noite – e se preocupa só em ganhar dinheiro. Os propósitos da sua vida estão resumidos em dinheiro. Podemos vê-lo ao chegar em casa à noite, cansado e nervoso. Já vem gritando com todos, sem pensar que mamãe Garrafa e os filhos também tiveram os seus afazeres e contrariedades. Negócios, dinheiro – dinheiro, negócios – esta é a única preocupação de papai Garrafa.
Olhemos agora para Mamãe Garrafa. Que vida atarefada! Cuida dos filhos, cozinha, varre e limpa a casa; não tem o mínimo de sossego durante o dia; sua maior preocupação é manter tudo na maior ordem e o mais perfeito possível; e por isso mesmo vive correndo de lá para cá; sua vida é uma roda-viva entre as coisas materiais.
E aqui está sua filha mais velha – Florinda Garrafa. É mocinha já. Os seus pensamentos são leves como uma pluma e está sempre com roupas bonitas e enfeites atraentes. Com isto a sua cabecinha está cheia, não dando lugar a estudos e coisas mais sérias. Sonha bastante, lê romance, assiste novelas, e então dá asas a sua imaginação. Não tem senso de responsabilidade; por exemplo, não sente que Mamãe Garrafa talvez esteja cansada e precisa de alguma ajuda. Florida não pode estragar o seu penteado, suas unhas, sua “toilette”.
E aqui está Rosa Garrafinha, menina de dez anos. É meiga, boazinha, estudiosa, alcançando sempre boas notas na escola. Gosta de costurar para suas “filhas” – as bonecas, e assim vive despreocupada com outros assuntos. É quieta e procura não atrapalhar os outros, mas pensa só em si, esquecendo-se que já é grande e pode ser de muito auxílio para o próximo.
Por último vem Zezé Garrafa Bolão. É um menino de sete para oito anos. É o valentão do lugar. Comanda todos os garotos, e muitas janelas já foram quebradas por causa da sua mania por futebol. Não tem consideração pelas coisas de casa, não procura poupara a Mamãe com todo o seu serviço. Geralmente está com a camisa suja ou rasgada, os sapatos cheios de lama, os cabelos em desalinho.
Toda a vizinhança conhece a família Garrafa tal qual a temos descrito. Um certo dia, porém, algo aconteceu para que tudo se transformasse. Uma pequena influiu para que todos os membros da família se tornasse completamente diferentes. Veja o que aconteceu:
Convidada por uma amiguinha, Rosa Garrafinha foi a uma aula bíblica. Lá teve a oportunidade de ouvir de Alguém chamado Jesus Cristo. Ouviu que Ele é o Filho de Deus, deixou Seu lar no Céu e veio aqui à terra para encher vidas vazias com a Água da Vida. Todos os corações, de crianças e adultos, são secos e sedentos por causa do pecado. Mas Jesus levou nossos pecados sobre si na cruz, tomando o castigo que merecíamos. Morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou e está vivo, no Céu. Por isso, Ele agora pode nos oferecer de graça esta água preciosa. – Rosinha pensou: “É justamente isso que eu preciso!” Com um coração sincero e humilde voltou-se para Cristo, o Salvador (vá despejando água na garrafinha), e sua vida foi transformada... em um instantinho! De vazia, sem vida, Rosa Garrafinha sentiu a Graça de Deus enchendo a sua alma em toda a sua plenitude. A costura, seu egoísmo de fazer somente o que lhe agradava – tudo isso desapareceu; e o Mestre, amigo das crianças, encheu a sua vida.
Rosa Garrafinha voltou correndo para casa.
- Mamãe – disse com o rosto todo iluminado – adivinha só o que aconteceu comigo!
- Mamãe Garrafa preparava apressadamente o jantar e nem quis prestar atenção para o que sua filha lhe dizia. Rosa, porém, continuou a seu lado, contando-lhe com alegria transbordante o que lhe acontecera.
Mamãe sentou-se. Impressionada com o testemunho de Rosinha, ouviu atentamente todas as experiências que havia tido naquela tarde e, meditando sobre a sua própria vida, sentiu-se também só, sem alegrias e necessitada de Alguém que a amparasse e tomasse conta de todo o seu ser. Lembrou-se do tempo de criança e de como havia aprendido a louva-LO; agora ali estava, arrependida de ter vivido longe dos caminhos de Deus, sem vida e sem a Água essencial à alma. Mamãe Garrafa então orou com a filha, ali mesmo na cozinha (coloque água na mamãe enquanto apresenta). Dali a instantes, era outra a atmosfera daquele lar. Até as panelas pareciam cantar junto com Mamãe e Rosa Garrafinha.
Esta auxiliou a mãe no preparo do jantar e logo tudo estava pronto.
Sete horas da noite. Chega Papai Garrafa, cansado e nervoso, pronto a responder de mau humor a quem lhe dirigir a palavra. Mas... que diferença! A mesa posta, a cozinha arrumada, Rosa em um vestido limpo e bem penteada. Mamãe com um rosto alegre e bem arrumada:
- Pronto, papai, aqui estão os seus chinelos e o jornal da tarde – disse-lhe a menina com um sorriso que o desarmou completamente.
Logo depois chega Florinda Garrafa, no momento em que a família se dirigia para a sala de jantar. Estranhou o ambiente – a calma, o sorriso nos lábios de todos – porém nada disse. “Que teria acontecido?” Pensavam papai e Florinda, muito desconfiados. Já na hora da sobremesa, aparece o Zezé Garrafa Bolão fazendo barulho, falando alto, mas... ao avistar na sala os pais e irmãs tão diferentes, ficou desarmado para continuar com sua atitude costumeira. Foi bem depressa para o quarto, aprontou-se o mais rápido possível e desceu para jantar.
Acabada a refeição, Papai não agüentou mais de curiosidade e, juntamente com Florinda e Zezé, procurou saber o que havia sucedido.
Mamãe contou então sua experiência daquela tarde. Rosa narrou também tudo quanto havia se passado com ela. Papai, Florinda e Zezé prestavam tanta atenção que pareciam querer engolir as palavras que escutavam. Depois papai (vá despejando água no Papai) com toda seriedade expôs o desejo que surgira em seu coração de se voltar para Deus, deixa tudo quanto até aquele momento havia sido a coisa essencial de sua vida.
Florinda, também, com lágrimas nos olhos reconheceu ter sido superficial, egoísta, orgulhosa (Despeje água na Florinda). Agora queria ser diferente pela graça divina.
Zezé Garrafa Bolão ouviu tudo atentamente. Uma tremenda luta se travava no seu íntimo. Queria deixar Aquele Amigo e Salvador entrar em seu coração ( derramar devagar um pouco de água em cima da bola), e por outro lado, outra força procurava persuadi-lo a conservar tudo quanto mais estimava – os jogos, o futebol, a BOLA.
Papai se rendeu; Cristo saciou sua sede espiritual com Água da Vida. Florinda, resolvida a abandonar todas as coisas passadas Abreu seu coração para que o Salvador lhe desse também daquela Água. Por fim, Zezé Garrafa Bolão, com fé tão simples de uma criança, confessou sua firme decisão (retire a bola e despeje água em Zezé Bolão) de receber de igual modo a Água da Vida Eterna.
Cristo entrou naquele lar, e a noite foi memorável para toda a família Garrafa. Todos juntos se ajoelharam e oraram, e pela graça divina aquelas vidas foram plenamente cheias da Água cuja “Fonte salta para a Vida Eterna”.
Esta é apenas uma estória extraída da imaginação de um ser humano, mas a verdade nela revelada é a de que pelo poder de Cristo Jesus podemos saciar nossas almas sedentas, porque Ele afirma: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (João 7.37b).
Professor:Aqui faça o apelo, de acordo com a orientação que lhe der o Espírito Santo, através da Palavra de Deus.
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